Atividades de extensão

PRODUÇÃO E CONSERVAÇÃO IN VITRO DE PLANTAS MEDICINAIS

PROF.ª DR.ª RACHEL FATIMA GAGLIARDI ARAUJO

Este projeto tem como foco a conscientização dos jovens acerca da responsabilidade humana na destruição e consequentemente na conservação da biodiversidade vegetal, estimulando essa discussão no contexto do ensino médio.

Grande parte dos alunos que ingressam na Universidade carece de conhecimentos básicos sobre a biodiversidade vegetal, dificultando sua participação e posicionamento ativo em projetos de conservação. Este projeto contribui para a formação de opinião voltada para o desenvolvimento sustentável e oferece uma oportunidade aos alunos do Programa de Pós-graduação em Biologia Vegetal, e do curso de graduação em Ciências Biológicas, de transmitirem o conhecimento gerado na academia  e exercitarem a análise crítica de conceitos importantes acerca da conservação de recursos biológicos, em geral.  A produção in vitro de espécies de plantas medicinais nativas é utilizada para introduzir esses conceitos e aplicações da biotecnologia na conservação in vitro de germoplasma vegetal, uma vez que são espécies geralmente ameaçadas no meio natural, por exploração excessiva. A metodologia consiste de palestras e documentários, na própria escola e uma visita técnica, dos alunos selecionados, ao Núcleo de Biotecnologia Vegetal da UERJ, para acompanhamento de todo o processo de micropropagação, desde a descontaminação de explantes, até a aclimatização das plantas produzidas. Um questionário aplicado antes e ao final do projeto fornece os dados comparativos para avaliação do impacto nos alunos.

Objetivos principais:

(i) estreitar relações entre a universidade e as escolas; (ii) conscientizar os jovens estudantes  acerca da urgência de tecnologias sustentáveis de produção de plantas; (iii) informar sobre as oportunidades de trabalho criadas no âmbito da biotecnologia vegetal.

O projeto foi iniciado em 2012 e vêm sendo apoiado, desde então, pelo Depext/UERJ.

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FANS (FLORAÇÕES ALGAIS NOCIVAS) E TERRITÓRIO PESQUEIRO: O CASO DA BAÍA DE SEPETIBA

PROF.º DR. MARCELO MANZI

Este projeto tem como foco os riscos de florações algais nocivas (FANs) e os atuais impactos socioambientais sobre o território pesqueiro da Baia de Sepetiba.

A região da Baia de Sepetiba foi escolhida para a implantação de megaempreendimentos industriais e novos terminais portuários que criam zonas de exclusão de pesca. Ao mesmo tempo, registros anteriores de FANs na baía e o risco de novas florações, representam potencial redução ao território de pesca, com prejuízos para populações humanas e o ecossistema.

Neste contexto, é fundamental a divulgação de causas e efeitos de FANs, colaborando para a construção coletiva de atitudes que minimizem seus riscos para saúde pública. A iniciativa de elaboração do Projeto coube ao Laboratório de Ecologia e Fisiologia do Fitoplâncton (LabAlgas) do IBRAG/UERJ e ao LABCULT da FAOC/UERJ, e sua execução conta também com a participação do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade/UFRRJ.

Os objetivos principais são:

  1. contribuir para a discussão e conhecimento do problema por professores e alunos de 40 escolas públicas do entorno da baía;
  2. monitorar a ocorrência de FANs;
  3. mapear a percepção de pescadores sobre seu território de pesca. São realizadas amostragens mensais da água para o monitoramento de FANs, desde FEV/2013.

Entrevistas com os pescadores, a cada saída, associado aos resultados das análises de água, subsidiarão a produção de um material didático para as escolas.